Aprenda sobre vinhos

11.000 AC: Criação no Japão dos primeiros objetos conhecidos em barro.

 

10.000 AC: Caçadores-coletores da Síria e Israel colhem cereais selvagens com foices de pedra.

 

9.000 AC: Caçadores dos Montes Zagros domesticam ovelhas selvagens.

 

8.000 AC: Final da Era do Gelo.

 

8.000-7.700 AC: Com o advento da cultura do trigo e da cevada, aparecem no Crescente Fértil os primeiros povos de agricultores.

 

7.000 AC: Evidências demonstram o cultivo de videiras e da produção de vinhos.
O vinho surgiu há aproximadamente 7000 anos AC. Está atrelado ao início da agricultura. Já existiam videiras selvagens em vários lugares, mas a origem mais provável de vinhas cultivadas é no Oriente Médio entre o Monte Cáucaso (Geórgia) e os Montes Zagros (Irã).

Foram encontradas sementes de uvas na região do Monte Cáucaso datadas de 7.000 anos AC.

Foram encontrados fragmentos de jarros de barro em Hajji Firuz no Irã, próximo aos Montes Zagros contendo ácido tartárico. E foram datados pelo carbono 14 com 5.400 anos AC. Sendo que a principal fonte de ácido tartárico na natureza são as uvas.

Pedaços de sarmento envoltos em chapas de prata, foram encontrados em tumbas na Geórgia datados de 3.000 anos AC.

 

Provavelmente a disseminação do vinho foi a seguinte:

  • 7.000 AC – Geórgia, Armênia e Irã
  • 3.000 AC - Fenícia (atual Líbano) e Egito
  • 2.000 AC - Grécia
  • 1.000 AC - Sicília, Roma e norte da África
  • 500 AC – Sul da França, Espanha e Portugal
  • 120 DC – Inglaterra
  • 1.500 DC – Navegadores portugueses, espanhóis e ingleses difundem as videiras pelo novo mundo. América Central, do Sul e do Norte. África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

 

Os egípcios foram os primeiros a registrar a produção e consumo do vinho.

As ânforas provavelmente surgiram 2.000 anos AC na Palestina. Mas evoluíram muito na Grécia. Onde também houve o desenvolvimento da pisa e da prensa.

Na Grécia antiga existia o vinho Retsina, que possuía aroma de eucalipto. As ânforas de barro levavam uma resina para ajudar na conservação do vinho.

Os gregos tomavam vinho diluído em água.

Os gregos chamavam a Itália de Enotria, ou seja, Pátria do vinho.

Dioniso: Deus grego da euforia e embriaguês.

Baco: Deus romano folgazão, apreciador do vinho e das mulheres.

O 1º Premier Cru de Roma chamado Opimiano foi produzido no vinhedo Falernum em 121 AC.

Somente em 200 DC, os romanos desenvolveram barris de madeira para substituir as ânforas no armazenamento e transporte de vinhos.

 

Século V: declínio da produção de vinho. Os povos bárbaros bebiam vinho, mas não se dedicavam ao cultivo das vinhas.

 

Século VIII: a região de Bordeaux começa a se destacar.

 

Século XI: houve a emergência de uma burguesia urbana ampliando o mercado consumidor. Bordeaux, Beaune e Rhône começaram a emergir.

 

Século XIII: difundiram-se vinhos mais baratos capazes de atender a setores populares e soldados.

 

 

O vinho é citado 521 vezes na Bíblia.

Na Bíblia (Gênesis 9, 20-24) relata-se que Noé era lavrador e cultivava uma vinha, da qual produziu vinho. Relata inclusive os efeitos do consumo excessivo do vinho. No caso Noé ao beber o vinho embriagou-se e adormeceu nu no meio da sua tenda.

Gênesis capítulo 9:

  • v.20 Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha.
  • v.21 Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro da sua tenda.
  • v.22 Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos.
  • v.23 Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e, andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem.
  • v.24 Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço.

 

O vinho esteve presente na Última Ceia e até hoje está presente no Ritual da Eucaristia. (Mateus 26, 26-30)

Mateus capítulo 26:

  • v.26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
  • v.27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
  • v.28 Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
  • v.29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.
  • v.30 E, tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras.

 

O primeiro milagre de Jesus e o único que sua mãe Maria pediu a ele, foi transformar água em vinho nas bodas de Caná (João 2, 1-11). Ali também aprendemos sobre os hábitos de consumo da época, pois foi dito ao noivo: “Guardaste o bom vinho para o final.”

João capítulo 2:

  • v.1 Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus.
  • v.2 Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento.
  • v.3 Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.
  • v.4 Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
  • v.5 Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo que ele vos disser.
  • v.6 Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas.
  • v.7 Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente.
  • v.8 Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram.
  • v.9 Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo.
  • v.10 E lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.
  • v.11 Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

 

Nos anos de 1570 ao perceber que a atividade vinícola era mais rentável, a Ilha da Madeira começa a produzir vinho.

 

No início dos anos 1600 o vinho era a bebida mais consumida da Europa, a única estocável. Era inseguro beber água.

Nos 1600 também chegam à Europa o café, o chá e o chocolate. E surgem clássicos como o Champagne, o Châteauneuf-Du-Pape, o vinho do Porto.

Nos 1600 também surgem as bebidas destiladas como whiskey, gin, vodka e licores. A Holanda era um centro comercial e um grande distribuidor de bebidas. A produção de Cognac é desenvolvida para o mercado holandês.

Em 1630 foram produzidas na Inglaterra garrafas de vidro em escala, com baixo custo, boa transparência e boa resistência. Com isso o vinho pôde começar a ser comercializado em garrafas de vidro.

 

Nos anos 1700 a França era o país que melhor definia, classificava e controlava os seus vinhedos. A geografia, o solo e a tradição já eram os grandes aliados.

 

Em 1849 o vício pela bebida foi reconhecido como doença.

1855 houve a exposição internacional de Paris e o avanço no processo de classificação dos vinhos. Nessa época também ocorreu o surgimento e sofisticação dos rótulos de vinhos.

Entre 1850 e 1860 Louis Pasteur demonstrou que o processo de fermentação envolve a atuação de microorganismos.

Em 1858 a filoxera chega à Europa. Em 1890 praticamente todos os vinhedos europeus foram dizimados.

Em 1920 foi provada a existência de álcool no vinho.

De 1920 a 1933 houve o período da Lei Seca nos Estados Unidos.

Nos anos 1980 houve uma melhora substancial na qualidade dos vinhos e o crescimento de um mercado sofisticado.

1532: A esquadra de Martin Afonso de Souza, aporta no litoral brasileiro trazendo as primeiras mudas de videiras europeias, chamadas Vitis vinifera. A capitania de São Vicente, no sudeste do país, recebe as primeiras mudas de videira que, por condições impróprias de clima e solo, não se desenvolvem.

1551: Brás Cubas insiste e planta mudas de videira no Planalto Atlântico. Ele chega a produzir o primeiro vinho em solo brasileiro. Mas a atividade não prospera.

1626: Os jesuítas plantam videiras no Rio Grande do Sul, na região de Missões. O início da atividade em solo gaúcho é creditada ao Padre Roque Gonzalez de Santa Cruz. Com a ajuda dos indígenas, ele elabora vinhos para a celebração de missas. Está plantada a semente da vitivinicultura gaúcha e consequentemente brasileira.

1640: A 1ª Ata da Câmara de São Paulo registra a primeira degustação orientada no Brasil. A intenção é melhorar os vinhos produzidos no sudeste brasileiro.

1789: Atenta à multiplicação dos vinhedos, a corte portuguesa proíbe o cultivo da uva e a comercialização do vinho na colônia, como forma de proteger a sua própria produção.

1808: A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil marca uma etapa importante no desenvolvimento da vitivinicultura nacional. Cai a proibição para o cultivo da videira e produção de vinhos. E cresce o hábito de acompanhar refeições com os vinhos brasileiros.

1824: A chegada dos imigrantes alemães aumenta ainda mais o interesse pelo vinho. Começa a ganhar corpo, neste período, a vitivinicultura na Serra Gaúcha.

1840: São introduzidas no Rio Grande do Sul as variedades americanas Vitis labrusca e Vitis bourquina.

1860: A uva Isabel conquista os agricultores gaúchos.

1875: Chegam os italianos. Com conhecimentos sobre a técnica na produção de vinhos e o hábito de consumo regular, eles desenvolvem a vitivinicultura na região sul e atribuem um importante caráter econômico à atividade na colônia.

1881: Ano que registra a elaboração de 500 mil litros de vinho na cidade de Garibaldi, no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul. O registro está em relatório elaborado pelo cônsul italiano Enrico Perrod, que esteve na região.

1928: Oswaldo Aranha articula a criação do Sindicato do Vinho, na tentativa de colocar um pouco de ordem no setor.

1929: Nasce o associativismo no Rio Grande do Sul. A partir deste ano, 26 cooperativas são fundadas no país, algumas em atividade até hoje.

1951: Chega a vinícola francesa Georges Albert ao Brasil e na esteira dela, nos anos 1970, outras empresas estrangeiras, que desenvolvem a cultura das uvas viníferas no Brasil e melhoram as técnicas de produção do vinho.

1970: Foi a virada rumo à qualidade com a chegada da Möet & Chandon, Martini & Rossi, Maison Forestier, Heublein e Almadén. Impulsionou-se a produção de uvas no Vale do São Francisco, semiárido brasileiro.

1980: Década em que imperam os vinhos franceses caros de alta qualidade para a classe mais alta. Mas os vinhos de garrafão como Sangue de Boi, são os mais consumidos.

1988: Surgem as marcas de vinhos nacionais com nomes franceses, como Forestier, Château Duvalier e Lacave. O Marcus James da Vinícola Aurora ganha preferência na classe média, e tem ótimas vendas.

1990: A abertura econômica brasileiras estimula os pequenos produtores gaúchos a melhorar a qualidade do vinho brasileiro. Nascem as pequenas vinícolas, que dão grande impulso à atividade no Brasil. Com as importações os vinhos estrangeiros começam a chegar ao país como o Liebfraumilch da garrafa azul.

1998: É fundado o instituto brasileiro do vinho, IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho).

2000: Começam a chegar ao mercado os primeiros espumantes brasileiros produzidos na Serra Gaúcha. A bebida espumante viria a se tornar o vinho emblemático da região. Tem início a produção dos vinhos de altitude na serra de Santa Catarina. Importantes vinícolas nacionais e estrangeiras instalam-se no Vale do São Francisco e dão um impulso na produção de vinhos finos na região. A partir desta década ganha força a produção de vinhos na Campanha Gaúcha.

2001: Começam os plantios de videiras Vitis vinifera no sul de Minas Gerais. Nasce a técnica da dupla poda, que permitirá o desenvolvimento da vitivinicultura em regiões como o cerrado goiano, a região serrana do Espírito Santo e a Chapada Diamantina entre outras.

2002: Nasce a primeira indicação de procedência brasileira, a do Vale dos Vinhedos.

2012: Nasce a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Começa a busca por outras D.O.s no Brasil.

2013: Ampliam-se as premiações e notoriedade do vinho nacional no exterior.

2016: As vinícolas brasileiras são enquadradas no Simples Nacional. O Brasil pela primeira vez recebe o Congresso da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

 

Fonte: Anuário de Vinhos do Brasil 2017

O verbo traduzido em palavras

 

Ao longo da sua história, o vinho despertou emoções, reflexões e paixões no ser humano. E esse turbilhão de sentimentos foi eternizado através da escrita. Vamos viajar um pouco na trajetória do vinho através de inspiradas frases sobre o Néctar de Baco.

 

Os vinhos são como os homens: Com o tempo os maus azedam e os bons apuram.

Marco Túlio Cícero (106 AC – 43 AC)

 

No vinho está a verdade. (In vino veritas).

Caio Plínio Cecílio Segundo (23-79)

 

Uma barrica de vinho produz mais milagres que uma igreja cheia de santos.

Provérbio italiano

 

Venham rápido! Eu estou bebendo estrelas.

Dom Pierre Pérignon (1638-1715)

 

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água.

Benjamin Franklin (1706-1790)

 

Champagne é o único vinho que deixa a mulher bonita, depois de bebê-lo.

Madame de Pompadour (1721-1764)

 

O Champagne nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário.

Napoleão Bonaparte (1769-1821)

 

 

Existe mais filosofia numa garrafa de vinho do que em todos os livros.

Louis Pasteur (1822-1895)

 

Um bom vinho é poesia engarrafada.

Robert Louis Stevenson (1850-1894)

 

Lembrem-se, senhores! Não é apenas pela França que estamos lutando. É por Champagne!

Winston Churchill (1874-1965)

 

A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes.

Alexander Fleming (1881-1955)

 

Os que bebem vinho, vivem mais que os médicos que o proíbem.

Benito Mussolini (1883-1945)

 

Eu só bebo Champagne em duas ocasiões: quando eu estou apaixonada, e quando eu não estou.

(Coco Chanel 1883-1971)

 

Eu bebo Champagne quando eu estou feliz e quando eu estou triste. Às vezes eu bebo quando estou sozinha. Quando tenho companhia considero obrigatório. Dou uma bicadinha quando estou sem fome, e bebo quando estou com fome. Se não for assim, eu nunca nem toco no Champagne, a não ser que eu esteja com sede.

Elisabeth Bollinger (1899-1977)

 

Sempre faça sóbrio, as coisas que você disse que faria quando estava bêbado. Isso vai ensiná-lo a manter a boca fechada.

Ernest Hemingway (1899-1961)

 

Deus fez a Cabernet Sauvignon, enquanto que o demônio fez a Pinot Noir.

Andre Tchelistcheff (1901-1994)

 

Se eu gosto de poesia?
Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

 

Do sabor das coisas

Por mais raro que seja, ou mais antigo,
Só um vinho é deveras excelente:
Aquele que tu bebes calmamente
Com o teu mais velho e silencioso amigo...

Mario Quintana (1906-1994) “Espelho Mágico”

 

Cristo não consagrou a água, o leite ou a Coca-Cola. Consagrou o pão e o vinho como alimentos da alma.

Fernando Sabino (1923-2004)

 

Eu gosto de Champagne, porque sempre tem gosto de pés formigando.

Art Buchwald (1925-2007)

 

Fazer vinho é algo relativamente simples. Difícil são os primeiros 200 anos.

Baronesa Philippine de Rothschild (1934-2014)

 

Se é vermelho, francês, custa muito caro, e tem o gosto da água que resta no vaso depois que as flores morreram e apodreceram, é provavelmente um Borgonha.

Jay McInerney (1955-****) “Bacchus & Me”

 

 

O espumante é alegria borbulhante.

Jorge Silva Junior (1977-****)

 

Com o passar dos vinhos, os anos ficam melhores.

Autor desconhecido.

 

Economize água, beba vinho!

Autor desconhecido.

 

Nunca fiz amigos tomando leite, por isso bebo vinho.

Autor desconhecido

 

O conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do vinho prazeres infinitos.

Ernest Hemingway (1899-1961)

 

Enólogo é o cara que, diante do vinho, toma decisões e o enófilo é o cara que, diante das decisões, toma vinho.

Groff Luis.

 

Definição de saca-rolhas: Uma chave útil para abrir o armazém do saber, a tesouraria do riso, a porta da frente do companheirismo e o portão da agradável insensatez.

W.E.P. French

 

A verdade é que se me perguntassem qual é o melhor lugar para degustar, eu diria que é a sala de jantar da minha casa, com a mesa repleta de amigos bebendo além da conta, desfrutando da mágica fusão entre vinhos e pratos, soltando gargalhadas, sentindo essa íntima necessidade de companhia que o vinho provoca ao nadar pelas veias. O vinho, a mesa, a refeição, meus amigos, ninguém como protagonista, tudo parte de um grande conjunto. Um conjunto que é totalmente oposto ao lugar da degustação profissional.

Patrício Tapia “Vinho sem segredos”

 

"Os vinhos são como os arquitetos. Se você não percebe a diferença, escolhe o mais barato. Mas não reclame da dor de cabeça no dia seguinte."

Autor Desconhecido